Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos

por Caique Gonçalves
A cada pincelada, cada poesia recitada, através de qualquer forma de arte, a essência da vida é retratada através da subjetividade e das mãos do homem. A complexidade e até mesmo sua aparente irracionalidade pode servir para estimular o cérebro, o raciocínio, desenvolvendo outras potencialidades no ser humano. A Universidade como um lugar que se destina a formação de cidadãos e profissionais de todas as áreas do conhecimento, não deve funcionar somente como uma forma de interação entre os seus alunos e o que lhes é ensinado na sala de aula. O seu papel social é mais abrangente, possibilitando que a discussão da cultura regional e da arte de uma forma geral irrompa o contexto acadêmico. Leia mais »
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Larissa Souza
O bairro de Pernambués é bastante conhecido pelo seu show de seresta aos sábados, pela grande quantidade de motéis, pela sua localização, pelo número de moradores e pela sua dimensão territorial. Agora, são os mercadinhos do bairro que estão chamando atenção e movimentando a economia. Os mercadinhos ganharam proporções inesperadas. Em uma mesma rua podem ser vistos diversos, bem próximos uns aos outros e todos vendendo bem. O atendimento personalizado e a qualidade são atrativos, mas o que mais chama a atenção do consumidor é o preço. São aproximadamente 11 mercadinhos e os que mais se destacam são: Mercado Ideal, Supermercado Pernambués, Compre bem e Ponta do Sol supermercados. O comodismo de ficar mais próximo à residência e as surpresas que os pequenos proprietários preparam para os clientes tem colaborado para esse crescimento. Leia mais »
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Leandro Santos
Quando andava pelas ruas do bairro de Pernambués em busca de algo que rendesse uma boa matéria, percebi que uma nova oferta de serviço cresce em todos os bairros de Salvador. Falo em nova oferta por que há alguns anos atrás quem não tivesse o seu próprio computador em casa não tinha condição de acessar a internet, fazer trabalhos escolares, digitar currículos, etc. Hoje, as lan houses oferecem esses e outros serviços. É grande o números de lan houses no bairro de Pernambués. De início, fui a Shalon presentes, uma lan house que também funciona como uma loja de artigos para presentes em geral. O proprietário Giovane Santana, 34 anos, sempre trabalhou no ramo de informática e há um ano resolveu abrir uma lan house. Ele afirma que hoje existem só no bairro de Pernambués cerca de 25 de acordo com um levantamento feito por ele. Leia mais »
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Caique Gonçalves
Músico, empresário, agrônomo, pai de família, nordestino, essas são as várias facetas de Roberto Possidio, pernambucano de Petrolina, 41, casado há vinte e dois anos, pai de dois filhos, morador do bairro de Pernambués em Salvador. Ele se mudou juntamente com a família para a capital baiana em 1994, onde já havia estudado durante um ano e era o lugar onde sempre vinha passar as férias. Moravam em Juazeiro, no extremo norte da Bahia, cidade vizinha à Petrolina, separadas apenas por uma ponte. “Resolvi vir para Salvador para me dedicar à música e ficar mais perto do mar”, afirma Possídio.Desde pequeno sempre teve contato com a música, seu pai tocava violão na varanda de casa, principalmente nos dias em que faltava luz. “Eu achava muito bonito, mas ele não me ensinava nessas horas, pois eu não conseguia enxergar o instrumento” (risos) completa. Aos nove anos, na casa de um vizinho, observou ele tendo uma aula de violão, ficou prestando atenção nos acordes que ele tocava e foi correndo para casa procura do instrumento de seu pai. “Quando meu pai chegou em casa ficou bastante surpreso ao me ver tocando ‘A montanha’ de Roberto Carlos’, a partir daí nunca mais larguei o instrumento”, conta. Leia mais »
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Marcelo Campos
Os primeiros raios de sol e a movimentação de pessoas contrastam com o silêncio de um novo dia que inicia. Essa é a rotina que se repete todos os sábados para os moradores do Cabula VI, a procura de menor preço e qualidade entre frutas e verduras oferecidas em uma feira livre instalada em um estacionamento no final de linha do bairro. Mesmo com opções de mercados espalhados por todo o local, a busca do consumidor em economizar com gêneros alimentícios nas despesas do lar é muito evidente.Donas de casas mantêm o hábito de realizarem as suas compras de hortifrutis em feiras livres, acreditando que esses alimentos são mais puros e saudáveis vindos diretamente da colheita de pequenos latifundiários. Esse costume da população urbana vem justamente das cidades menores, onde geralmente acontecem uma vez por semana uma feira livre que é instalada em um quarteirão, rua ou praça. A versão da feira na capital repete o mesmo costume do interior, oferecendo as mais variadas hortaliças e produtos da fazenda. Leia mais »
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Ana Lúcia Oliveira
Quem visita Pernambués pela primeira vez fica encantado com a novidade encontrada por lá. São encontrados vários tipos de comércio e quem mais se destaca são os armarinhos, que oferecem produtos baratos de primeira qualidade. Para quem já se cansou de fazer compras mesmo local e quer fazer economia, esses estabelecimentos podem ser uma opção a mais. Leia mais »
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Caique Gonçalves
Em meio a barracos e casas populares, uma construção destoa desse ambiente suburbano e simples da Estrada do Saboeiro, no bairro do Cabula, trata-se de uma imensa área, com cerca de 102 mil metros quadrados, somente ao passarmos pela guarita temos a real dimensão e magnitude do local. É praticamente uma cidade, ruas, ladeiras, dezenas de carros estacionados, o vai-vem de ambulâncias e táxis à espera de novos passageiros, ponto de ônibus e o intenso movimento de pessoas chegando, à espera nas filas ou indo embora. Algumas árvores, amendoeiras, coqueiros, não muitos, compõem o ambiente, algumas barracas de ambulantes, localizada perto do ponto de ônibus oferecem seus produtos àqueles que chegam ou estão a espera do ônibus. O que provoca toda essa movimentação num local isolado, fora do centro da cidade é o complexo do Hospital Roberto Santos que ocupa uma área de 32 mil metros quadrados, azulejado nas cores branco, azul e verde, no qual o prédio principal possui sete andares. Trata-se do maior hospital público do estado que atende diariamente de 450 a 500 pacientes. Da entrada ao prédio principal percorre-se uma distância de cerca de 200 metros, ao adentrar o local avista-se pessoas sentadas em cadeiras dispostas ao redor de aparelho de TV, enquanto outras tantas compõem quatro filas para receber informações sobre a instituição e permissão para visitar os pacientes e recebem um adesivo escrito “visitante” para que possam transitar pelas dependências do hospital. Leia mais »
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Neise Silva Soares
Não há quem ande pelo bairro do Cabula VI e não conheça os projetos de Paulo José Machado Ramalho, mais conhecido como “Seu Paulo”. Um homem de 52 anos, alto, claro, que usa barba e de aparência física forte. Ele parece ter a vitalidade de um jovem de 20 anos. Afinal de contas, Seu Paulo toma conta de vários projetos, criados por ele, que visam o bem coletivo da comunidade desse bairro. Entre os projetos está a Biblioteca Comunitária do Cabula VI, o Futebol Comunitário, os cursos grátis de eletricidade e hidráulica, além de fornecer cestas básicas para pessoas carentes. Ele, que só estudou até o segundo grau, demonstra nas conversas que isso não é uma barreira a sua bagagem cultural. Um dos principais projetos que desenvolve no bairro é a Biblioteca Comunitária do Cabula VI, projeto que começou há seis anos porque ele gosta muito de lecionar. “No início era uma lojinha que buscava ajudar pessoas carentes. Agora, o espaço um pouco maior conta com quase três mil obras catalogadas por matéria e por série”, conta ele com alegria. Paulo afirma que sua biblioteca é procurada por pessoas de todas as partes, comprovando através do cadastro, com 1224 inscritos: “Tem pessoas de diversos locais que vem pegar livros aqui. Vem gente da Mata Escura e do Imbuí até andando”. Quanto ao tempo que as obras passam nas mãos dos leitores, ele declara: “No começo não questionava a questão do tempo, mas agora estamos dando 15 dias e se a pessoa quiser continuar vem aqui e renova”. Leia mais »
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Neise Silva Soares
O sol ainda não terminou de nascer. Muitos ainda dorme. Porém eles já estão “suando a camisa”. São os atletas do Cabula que antes das 6h da manhã já praticam exercícios físicos. O percurso preferido vai da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) à entrada do Saboeiro ou ainda em toda a Avenida Edgar Santos. São jovens, adultos e idosos que buscam na caminhada uma forma de melhora física, mental e espiritual.
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Ithana Grasciela
Um senhor simpático, de estatura mediana, com alguns cabelos grisalhos, Seu Germano Hélio da Silva, 54 anos, síndico do shopping Tropical, abriu um sorriso de orelha a orelha ao falar do êxtase que sentiu quando este shopping foi aberto há oito anos. O boom dos mini-shoppings no Cabula, a cerca de dez anos, levou a construção dos shoppings Plaza, Tropical dentre outros trazendo alegrias e tristezas para quem investiu e acreditou num público que prestigiasse fielmente estes shoppings de bairro. Mais parece uma galeria do que um shopping. Um corredor rodeado de lojas pequenas de arquitetura uniforme, por uma academia e uma lanchonete, no final, compõe o único andar do shopping Tropical. Dois quiosques ao centro, banquinhos de concreto espalhados pelo corredor transmitem um ar de praçinha de interior. Alguns acham sua estrutura simples e precária, como é o caso de Agnaldo Batista, 43, freqüentador do shopping desde a sua abertura. “Não existe muitas opções de lazer como cinema, fast-foods, o estacionamento é pequeno e desconfortável”, disse. Leia mais »
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Ithana Grasciela
Com o desejo de dar voz à comunidade e aos diferentes grupos excluídos da sociedade, os jornais comunitários surgiram em meio à eclosão de veículos comunitários. No Brasil, eles tiveram maior incidência na década de 80 e 90. O jornal comunitário do Beiru é um deles. Criado em 2003, no bairro de Tancredo Neves, ele tem a intenção de desenvolver um trabalho de conscientização da negritude com a comunidade do bairro e, em especial, com os jovens.
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Marcelo Campos
O estereótipo de alguém que cumpre pena por algum delito, é o de um indivíduo periculoso. Alguém que de fato deve ser afastado do convívio familiar e principalmente da sociedade onde vive. Seja por roubo, homicídio, seqüestro ou por qualquer outro delito que inflija às leis do país. Como eles dizem: “Somos considerados todos ladrões”. No entanto, não é esta a impressão que se tem do presidiário José Lázaro de Oliveira, 40 anos, que cumpre pena no presídio Lemos Brito, Mata Escura. Lázaro foi indiciado por estupro e atentado ao pudor ao ser flagrado com uma menor de 15 anos, em um motel, no ano de 1995, porém foi julgado e condenado em abril de 2003. “Quando cheguei à cadeia, achei que tudo não passava de um grande sonho e que a qualquer momento iria acordar”, comenta. Pensamentos parecidos com esse não saíam da cabeça de Lázaro em um só momento. Custava a acreditar que tudo aquilo construído em sua vida seria perdido em um “piscar de olhos”. Porém a vida não lhe poupou da triste realidade de ter que passar oito anos da sua vida enclausurado. Distante da esposa e dois filhos, longe de parentes e amigos, enfim, separado do seu habitat natural. Leia mais »
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Leandro Santos
Quem pensa que domingo é dia de escola pública fechada se engana. Pelo menos essa não é a realidade da Escola de ensino fundamental e médio Márcia Meecia, localizada no bairro de Mata escura. Nesse dia, a escola abre suas portas para que sejam desenvolvidas diversas atividades culturais. A escola fica repleta de alunos, pessoas da comunidade e visitantes. São oferecidas para alunos da própria escola e todos da comunidade oficinas diversas como de teatro, dança, capoeira e outras. “É um verdadeiro processo de iniciação cultural”, define Walfran Santos, diretor da escola. De acordo com ele essa é uma tentativa de minimizar as desigualdades sociais e criar oportunidade ampliando as áreas de lazer.Até a Unesco reconheceu esse trabalho e premiou a escola com o título de inovadora por abrir portas para atividades culturais. Leia mais »
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Sara Regina
Uma é freira, a outra mestranda, e a terceira professora aposentada, além de se assemelharem por serem mulheres, mantém em comum trabalhos realizados na comunidade de São Gonçalo do Retiro, que visam melhorar a vida de crianças. Cada uma delas a sua maneira criou mecanismos que atualmente trazem benefícios na vida das crianças do bairro, através da Creche Casa da Amizade, Creche Escola Rumo a Educação e do projeto Abayneh.
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Sara Regina
Uma comunidade onde só vivem cegos, trabalhando e morando todos juntos mantendo-se unidos através da deficiência visual. Poderia aqui está se relatando o livro “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago, que conta a história de uma sociedade em que todas as pessoas foram tomadas por uma cegueira repentina. Mas não se trata de uma história ficcional e sim da Sociedade Aliança dos Cegos da Bahia, localizada no bairro de São Gonçalo do Retiro, que atualmente abriga cerca de 14 deficientes visuais. Os cegos trabalhavam e se mantinham através de uma fábrica de vassouras, que no momento encontra-se fechada por falta de recursos financeiros.
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Vanessa Ive Pimenta
Para quem não conhece o Paraíso Tropical, o restaurante que funciona há nove anos, passa despercebido em uma casa simples e rústica na segunda travessa à esquerda do Resgate, no bairro do Cabula. Porém, a sofisticação se revela no cardápio com a troca de produtos industrializados por elementos naturais e protéicos, extraídos do pomar do restaurante. Além de a sobremesa ser uma cortesia da casa: uma bandeja com diversas frutas, sendo que, caso o cliente não agüente desfrutá-las, pode levar a sobra em uma sacolinha. São essas particularidades que tornam o restaurante um ícone da culinária baiana, atraindo baianos, turistas e famosos como: Daniela Mercury, Caetano Veloso, Regina Casé, Cássia Eller, Ana Carolina, Luana Piovani, Adriane Galisteu e outros.O dono do restaurante é o agrônomo Beto Pimentel que, no intuito de tornar as receitas diferentes e exóticas, aproveitou a variedade de frutas da chácara e o seu dom da arte de cozinhar, herdado da sua avó dona Zizinha e inventou os seus próprios pratos. E é aí que mora o segredo do Restaurante Paraíso Tropical: Beto acrescentou aos pratos tradicionais ingredientes naturais e temperos aromáticos, especiais, como a polpa da pitanga, lâminas de coco verde, azeite de oliva extra virgem, semente de urucum, vinagreira, capim santo e biribiri. Este último até abaixa o colesterol e combate pedra nos rins. O suco também é feito de uma forma especial, é extraído da polpa natural da fruta com baixa concentração de água, tendo assim, aspecto de um sorvete. Leia mais »
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Milena Ribeiro
Às 6h da manhã ele já está de pé. Toma um café reforçado e vai trabalhar. Aderaldo das Neves chega pontualmente às 8h no Cabula, mais precisamente no bairro do Resgate. Quando coloca seu colete, passa a ser “o senhor do colete preto”, como todos o conhecem. Aos 46 anos, trabalha como segurança na Rua Silveira Martins, à serviço dos lojistas que, indignados com o grande índice de assaltos no bairro, o contrataram para fazer a segurança da região. Casado, morador do bairro Tancredo Neves há 15 anos, divide a casa com a mulher e dois enteados, e sai todos os dias disposto a ajudar. Há dois anos, Aderaldo tem exercido sua atividade no bairro. Chega sempre sorridente, cumprimentando todos os comerciantes da localidade. “Ah, o serviço é esse, são mais de dez assaltos por semana, vi o policial morto, aqui mesmo”, diz Aderaldo com voz mansa e simpática. Pessoa simples, de poucas palavras, 1,68 m de altura, com a timidez transparecendo no rosto e nos gestos contidos, quem o vê sem o colete, já velho com o nome da profissão da qual se orgulha, com certeza não diz que ele enfrenta assaltante, passa o dia fazendo ronda e defendendo quem passa por ali. Leia mais »
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Gabrielle Moutinho
Alguns anos atrás, para fazer compras era necessário ir às feiras, cada um com suas sacolas para levar as mercadorias. Até que sugiram os super, hiper, e os pequenos mercados como mais uma opção. As balanças deixaram de ser manuais para serem digitais e as sacolas que eram trazidas de casa passaram a ser sacos plásticos fornecidas pelos estabelecimentos. O fato de ter sempre algo de última hora faltando em casa, transformou os mercadinhos num grande destaque, graças a sua maior proximidade das residências e pelo preço muito mais accessível.
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Vanessa Ive Pimenta
Pegar ônibus para a Paralela é uma tarefa difícil para os moradores do bairro do Cabula. É necessário disposição e coragem para enfrentar o desconforto e a lotação de pessoas nos ônibus e ainda ficar vulnerável a atrasos e transtornos. A estudante de marketing Ana Luiza França, que estuda nas Faculdades Jorge Amado, reclama que “os ônibus são muito lotados e pioram quando chegam em Narandiba, além de estarem atrasando ultimamente. Hoje, já vou chegar novamente atrasada na faculdade”. Apesar das dificuldades que os passageiros passam, a Superintendência de Transporte Público (STP) declara que não há planos para um aumento na quantidade de ônibus, pois causaria um aumento na tarifa de transporte. Na competição para ter um lugar para sentar ou, até mesmo, para servir de apoio, algumas pessoas se estressam, enquanto outras levam na esportiva. Como é o caso da vendedora Maria Reis, que por morar em Narandiba tem dificuldades de entrar no ônibus e, mesmo assim, leva o sorriso no rosto todos os dias: “Eu tento melhorar o ambiente sufocante do ônibus fazendo uma gracinha pra um, fazendo uma piada pra outro”. A vendedora declara que muitas vezes os ônibus, quando estão muitos cheios, não passam no bairro. “Hoje, eu tenho mais um motivo para estar sorrindo, o ônibus passou no horário certinho”, brinca Maria. Leia mais »
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Júlia Lins
Terapias alternativas e oficinas de aprendizagem vêm substituindo a cada dia o tratamento com choques e medicamentos em alguns hospitais psiquiátricos. É o caso do hospital estadual Juliano Moreira, que fica na avenida Edgar Santos no bairro de Narandiba, próximo ao Cabula. Há algum tempo o HJM (Hospital Juliano Moreira) vem criando e desenvolvendo junto a seus pacientes, trabalhos que consistem na integração do indivíduo na sociedade, tais como: Dança, teatro, capoeira, plantação de horta, oficinas de “fuxico” com retalhos, bijuteria, coral, terapia ocupacional e musicoterapia. Em geral essas oficinas contam, por sessão, com a participação que varia entre 7 a 15 pacientes, não sendo fixas as turmas.De vista para um mar de favela, o HJM se encontra como se fugisse da avenida principal, e no meio de uma rua, não tão escondida, uma entrada indica: Hospital Juliano Moreira. Aquele grande monumento mostra uma impactante demanda de pacientes que, junto as grades do pavilhão de cima, criam aquela atmosfera de um hospital psiquiátrico. No hospital dia, pavilhão inferior, a atmosfera não é mais aquela de “perigo”. Leia mais »
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Publicado por Julho 30, 2007 por Soteropolitanos
por Ricardo Palmeira
Quem passar, especialmente às sextas-feiras, em frente a um pequeno bar próximo ao Conjunto Doron, Cabula, certamente verá um clima de muita descontração com muitas pessoas bebendo e jogando dominó. Este é o conhecido boteco de uma senhora muito querida na região. Seu nome: Maria Carvalho. Seu sorriso fácil, sua tranqüilidade e seu caráter atraem toda a gente da localidade para seu estabelecimento simples, mas muito agradável. Quem a vê logo percebe seu carisma, porém provavelmente não saberá das dificuldades e superações pelas quais ela passou.Dona Maria, como é conhecida no bairro, tem dois filhos frutos de seu único casamento, dissolvido há vários anos. Chamam-se André, 27 anos, e Gabriel, 24. Formam uma família harmoniosa e unida, conduzida pela mãe, única provedora do lar. A separação conjugal prematura e tensa a tornou ainda mais responsável por seus filhos, na época, crianças, que deste aquele momento passaram a considerar Maria como pai e mãe ao mesmo tempo. Leia mais »
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