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Preços baixos e novidades

por Ana Lúcia Oliveira

Quem visita Pernambués pela primeira vez fica encantado com a novidade encontrada por lá. São encontrados vários tipos de comércio e quem mais se destaca são os armarinhos, que oferecem produtos baratos de primeira qualidade. Para quem já se cansou de fazer compras mesmo local e quer fazer economia, esses estabelecimentos podem ser uma opção a mais.

Antigamente eles só vendiam material para costura. Mas esses estabelecimentos foram se aperfeiçoando, para atender a exigência do público. Hoje são encontrados de artigos domésticos a material escolar. Eles abrem de segunda à sexta, das 8h às 21h. Sendo que finais de semana e feriados eles funcionam em horário diferenciado das 8h às 14h. A expectativa é que o número de visitantes nesses dias seja maior. Em todos esses locais são aceitos vários cartões de crédito. A partir de R$3, na maioria deles as compras podem ser feitas através de cartões ou a dinheiro.

“Na minha loja vende de tudo: flores, brinquedos para criança, panelas, baldes tudo que é necessário para utilizar em casa”, diz Daniel Ferreira, dono do Armarinho Dani Import. Feliz da vida pelo progresso no ramo comercial, Daniel afirma que não tem curso superior, mas administra bem a sua loja, por ter no sangue o dom de comerciante. “Sou feliz, gosto do que eu faço. Não sei se é porque toda minha família é comerciante e por isso herdei a genética de lidar com o público. Apesar de alguns clientes serem muito exigentes, eu não deixo que eles saiam sem o produto, por que eu sei que a presença deles é fundamental no funcionamento de minha loja”, explica Ferreira.

Já Admir e Eliana Laranjeira, donos do Armarinho Miscelânea, são muito sigilosos no momento de revelar qual o produto é mais vendido na loja. Fazendo um ar de mistério, Eliana aos poucos vai revelando o segredo de como atrair os clientes até a sua loja. “A mágica e ser educada, manter um ambiente agradável com os funcionários e clientes. Saber recepcioná-lo, oferecendo água ou cafezinho sempre é muito bom”, diz Eliana.

Educadamente, Eliana interrompe a entrevista para dizer a uma cliente da loja que estava realizando as compras que, acima de R$ 30, o produto seria dividido em três vezes com direito a embrulho grátis para presente e brindes. Sorridente, Eliana afirma que na loja dela recebe todo tipo de público: mulher, criança, idosos e jovens. “É para o cliente voltar, trazendo uma amiga, vizinho ou até o mesmo parente para realizar as compras em minha loja”. Ela afirmou que o movimento de sua loja é tão grande que desperta a curiosidade de seus concorrentes, que chegam a mandar alguém disfarçado para saber qual é o segredo.

No armarinho Casa da Utilidade, trabalham quatro pessoas, explica Angélica, dona do estabelecimento. Ela também afirmou que 30% dos compradores da loja são pessoas do bairro e 20% são pessoas de bairros diferentes. Angélica revelou que os produtos de sua loja vêm de outros estados e muitas vezes de cidades vizinhas. “O objetivo é atrair o público de todas as idades. Por isso é encontrado cosmético, artigo doméstico entre outras coisas”. Uma funcionária que preferiu não revelar o nome afirmou que os clientes são exigentes e que, quando o produto está mais caro do que em outra loja, o preço é diminuído para que o cliente volte outra vez. A cliente Lindinalva estava realizando suas compras e no momento deu para perceber que ela ficou encantada com a quantidade de coisas novas. Levou uma balde de R$ 5 e uma bacia de R$ 3 e produtos de cabelos.

Os comerciantes afirmaram que têm expectativa de que, no futuro, esse comércio venha a se expandir ainda mais, proporcionando rendimento para que o número de funcionários cresça, contribuindo para diminuir o índice de desemprego. Eles também acreditam que assim poderão oferecer aos seus clientes mais conforto e opções de escolha na hora de comprar o produto.
(novembro de 2006)